Gazeta da Paraíba - o portal de notícias da paraíba

Notícias

publicado em 14 fev 2012:

Maníacos por BBB apostam em Fael como vencedor

Loucos pelo programa palpitam, sofrem e fazem até festa em paredões especiais

Do R7

Publicidade

Engana-se quem pensa que o público do BBB assiste apenas aos programas editados, em datas de paredão e eliminação ou mesmo que as edições têm um público específico – limitado ou mal informado. O R7 escolheu três maníacos pelo reality show, neste um mês de confinamento, para tentar descobrir qual o fascínio da atração sobre essas pessoas – independente de sua condição sócio-intelectual.

Se você é daqueles que acha uma verdadeira loucura assinar o pay-per-view do programa, para acompanhar as peripécias dos confinados 24 horas por dia, o que dizer de uma dentista renomada em sua cidade que mantém o computador ligado o tempo todo em seu consultório, inclusive para os pacientes que queiram acompanhar a saga? Camila Guimarães tem 27 anos, mora em Jaboticabal, interior de São Paulo, e não perde um lance do BBB por nada nesse mundo.

- Em temporada de Big Brother, fico só ligada no PPV. Não existe outro canal para mim.  O programa faz parte da minha vida desde a nona edição.

E não é nenhum exagero: Camila usa a rede social Twitter para se relacionar com outras pessoas que também nutrem essa paixão pela atração. E consegue fazer análises complexas sobre os personagens preferidos no jogo e em sua vida.

- Gosto de acompanhar o comportamento do participante, de saber se aquilo é válido e legal para o jogo como um todo, até mais do que cada um representa para mim. A cada ano, vira uma novela interessante, boa de acompanhar e com alvos diferentes.

Camila abre sua casa e oferece cerveja para os amigos nas estreias e finais do programa. Mas isso não acontece só pelos lados do interior: aqui mesmo na capital, a relações públicas Juliana Monteiro faz questão de decorar a casa com o robozinho do BBB para receber os amigos, nas mesmas ocasiões. Ela acompanha vorazmente tudo o que diz respeito ao programa, desde 2005.

- Morava numa república, não tínhamos muitas opções na TV e foi fácil instituir o horário Big Brother com as amigas. Lembro que a amizade entre Jean e Grazi, no BBB 5, nos levou às lágrimas.

Juliana assume que sua paixão pelos reality shows começou lá atrás, com a primeira Casa dos Artistas, do SBT. Hoje, tem um grupo unido e louco pelo tema, que se reúne religiosamente no primeiro e último dia do programa e em paredões muito especiais. E, diferentemente da maioria do público, adora uma “diva assanhada”, daquelas que exibem o corpão por meses mas, geralmente, são execradas pela audiência quando emparedadas.

Cadê o experimento?

É o que se pergunta outro maníaco, Pedro Tapajós. O biblioteconomista e professor de inglês de Brasília não perde um minuto da versão nacional do reality, mas confessa que adora comparar com o curioso e também longevo Big Brother inglês – mesmo com as críticas dos amigos.

- O que mais escuto é: não acredito que você vê BBB. Gosto do formato, de estudar isso. E admiro a versão estrangeira porque ela segurou a proposta de ser um experimento, o Brasil já caiu no show business. Visualmente, ele é incrível pelas cores, contrastes, parte técnica. E as regras são mantidas. Até a edição 5, era um experimento do confinamento. Depois virou simplesmente televisão.

Pedro conta que a maneira de contar histórias aqui ficou diferente, a casa é muito aberta.

- Com toda a informação que eles têm, a premissa do isolamento não existe mais. Comento, agora, mas sempre com outro olhar.

Ele conta que três equipes diferentes dirigem o BBB na Inglaterra. O poder de decisão não está nas mãos de uma pessoa só. É proibido combinar, fazer menção ou falar sobre votos – apenas no confessionário. Não existe líder e todos moram no mesmo quarto. Como o modelo não funciona mais aqui, ele acredita que a previsibilidade atrapalhou um pouco esta temporada de 2012.

- O 12 tinha tudo pra ser interessante, mas também virou um igual. O molde está estabelecido, eles mesmos se dividiram, dessa vez em quartos. Não tem experimentação.

E todos os maníacos pelo programa são unânimes: a vitória deve ser de Fael, o “bicho-do-mato” do Quarto Praia.



Secretária, Justiça, Cracolândia, acabou
Secretária Justiça Cracolândia acabou
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato conosco
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!