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publicado em 21 fev 2012:

Mangueira emociona com a Sapucaí inteira cantando seu samba à capela

A escola homenageou o bloco Cacique de Ramos em seu enredo

O Fuxico

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Na madrugada desta terça-feira (21), a Estação Primeira de Mangueira emocionou a Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, e fez história ao realizar performances inovadoras com a bateria, que contou com convidados especiais, como Dudu Nobre, Alcione e o grupo Fundo de Quintal, que ajudaram a puxar o samba-enredo ‘Vou Festejar! Sou Cacique, Sou Mangueira’. A composição saudou o Cacique de Ramos e fez o público cantar com a escola, arrepiando os jurados quando, por cerca de dois minutos, os ritmistas pararam de tocar para ouvir a comunidade cantar seu samba. Os ritmistas ainda abriram espaço para a passagem do casal de mestre-sala e porta-bandeira.

Na comissão de frente, uma roda de candomblé trouxe os sambistas Beth Carvalho e Jorge Aragão, que acompanharam a evolução dos dançarinos caracterizados de orixás.

Apesar da ousadia, a Mangueira também enfrentou problemas. As 50 da escola obrigaram os organizadores a acelerarem o passo para cumprir o tempo correto do desfile. Além disso, o carro de som da agremiação teve falhas. Mesmo assim, a Mangueira terminou sua passagem pela passarela do samba com gritos de ‘É campeã’.

A escola emocionou a Sapucaí com uma inovação: a paradinha da bateria e a avenida inteira cantando o samba da escola. sensacional!

E nredo: Vou Festejar! Sou Cacique, Sou Mangueira

Carnavalesco: Cid Carvalho
Componentes: 4 mil
Alas: 30
Alegorias: 07
Intérprete: Luizito, Zé Paulo Sierra e Ciganerey
Mestre-Sala e Porta-bandeira: Rafael Rodrigues e Marcella Alves
Rainha da Bateria: Renata Santos
Quem vem: Fundo de Quintal, Jorge Aragão, Rosemary, Beth Carvalho, Emilio Santiago, Alcione, Xande de Pilares, Scheila Carvalho

Sinopse do enredo: Cocares, índios, muito samba no pé. Reverenciando os 50 anos do Cacique de Ramos, o bloco mais famoso do Rio, a Mangueira vai festejar a alegria das ruas e a descontração popular na Passarela do Samba carioca. Um cacique com 10 metros saudará o público nas arquibancadas. Do início até o desfecho, com uma alegoria mostrando o samba em Marte, com marcianos malandros e astronautas tocando tamborins, a Estação Primeira terá o povo como mola mestra.

Letra do samba:
Autores: Igor Leal, Lequinho, Junior Fionda e Paulinho Carvalho

Salve… A tribo dos bambas
Um “Doce refúgio” de inspiração
Salve… O palácio do samba Onde um simples verso se torna canção
Debaixo da tamarineira
Um índio guerreiro me fez recordar
Um lugar… O meu berço, num novo lar
Seguindo com os “pés no chão”“Raiz”, que se tornou religião
Da boêmia dos antigos carnavais
Não esquecerei jamais

Firma o batuque que eu quero sambar… Me leva!
Já começou… A festa!
Esqueça a dor da vida, Caciqueando na avenida

“Sim”… Vi o bloco passando
O nobre rezando, e o povo a cantar
“Sim”… Era um nó na garganta
Ver o Bafo da Onça, a desfilar
“Chora… Chegou à hora eu não vou ligar”
Minha cultura é arte popular
Nasceu em Fundo de Quintal
Sou Imortal e vou dizer agonizar não é morrer
Mangueira… Fez o meu sonho acontecer (hei, hei, hei…)
“O povo não perde o prazer de cantar”
Por todo universo minha voz ecoou
“Respeite quem pôde chegar”
“Onde a agente chegou”

Vêm festejar… Na palma da mão
Eu sou o samba… A voz do morro
Não dá pra conter, tamanha emoção
Cacique e Mangueira num só coração



Secretária, Justiça, Cracolândia, acabou
Secretária Justiça Cracolândia acabou
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